quarta-feira, 11 de abril de 2012
SOBRE A QUESTÃO DO ANENCÉFALO
Colegas da AME-Brasil (Associação Médico-Espírita do Brasil) têm se surpreendido, tanto quanto eu mesma, com as colocações de confrades, em conversas nas Casas Espíritas, em artigos na internet, ou mesmo em cartas, a favor do aborto do anencéfalo.
Muitos alegam que o feto nessas condições não possui cérebro, sendo óbvio, portanto, que não tenha nenhum espírito ligado a ele. Este argumento, porém, não tem o respaldo da embriologia. Durante a sua formação, o feto anencéfalo pode ter, por distúrbios ou falhas do sistema vascular, a paralisação do desenvolvimento do Sistema Nervoso Central em pontos distintos. Assim, pode ter um único hemisfério cerebral, não ter nenhum, mas, sem dúvida, terá o diencéfalo ou as estruturas reptilianas responsáveis pelas funções primitivas e inconscientes. Tanto é verdade que o anencéfalo tem todas as atividades instintivas básicas preservadas, como o pulsar do coração e a possibilidade de expandir os pulmões, nos movimentos respiratórios normais. Não se pode dizer, portanto, que ele não tem cérebro, nem tampouco que morre ou pára de respirar ao nascer. Há inúmeros anencéfalos que persistem vivos por horas ou dias, após o nascimento, mesmo desconectados do cordão umbilical, justamente porque possuem o cérebro primitivo, responsável pelas funções básicas instintivas.
Perante o anencéfalo é como se estivéssemos diante de uma pessoa adulta em estado de coma profundo: o coração bombeia, os pulmões recebem a carga necessária, os órgãos trabalham, mas ele não tem consciência.
Com o Espiritismo aprendemos que a alma secreta os pensamentos de maneira extra-física e é muito mais importante que o próprio cérebro orgânico, porque o comanda, ainda que precariamente nos casos de lesões graves, sobrevivendo à sua morte. É o que acontece nos vários graus do estado de coma.
Se somos espíritas, a explicação para os fetos anencéfalos é muito mais lógica e racional. Não podemos nos esquecer de que só o Espírito tem capacidade de agregar matéria. Se não tivesse um Espírito no comando, o anencéfalo não poderia formar os seus próprios órgãos - e o fazem a tal ponto que eles são cogitados para transplantes -, não cumpriria o seu metabolismo basal, e não teria preservadas as suas funções vitais.
O Espírito expressa-se através do perispírito ou do corpo espiritual e este, por sua vez, modela o corpo físico. Se há erros ou deficiências na modelagem, isto significa que o Espírito deformou o seu perispírito por problemas cármicos ou faltas cometidas em outras vidas. Assim como podem ocorrer deficiências nos mais variados órgãos, a questão não é diferente em relação ao cérebro.
No caso do anencéfalo, o perispírito está lesado, principalmente, em seu chacra ou centro de força cerebral que é responsável pela percepção (visão, audição, tato etc), pela inteligência (palavra, cultura, arte, saber) e atua no córtex. O Espírito com este tipo de má-formação errou, portanto, na aplicação da inteligência e da percepção.
Os confrades favoráveis ao aborto do anencéfalo alegam que nele não há Espírito destinado à reencarnação conforme explica O Livro dos Espíritos. Aqui, detectamos um erro clássico, não se pode basear unicamente em uma resposta dos Instrutores Espirituais. Levantemos todas as respostas que eles nos dão acerca da formação dos seres humanos e destaquemos as mais importantes para a elucidação deste assunto.
Na questão 344, eles afirmam que a união da alma com o corpo dá-se no momento da concepção; um pouco mais adiante, na de nº 356, advertem que há corpos para os quais nenhum Espírito está destinado, explicando que isto acontece como prova para os pais. E ainda no desdobramento desta questão enfatizam que a criança somente será um ser humano se tiver um espírito encarnado. Se juntarmos todas estas respostas, concluiremos que os corpos para os quais poderíamos afirmar que nenhum espírito estaria destinado seriam os dos fetos teratológicos, monstruosos, que não têm nenhuma aparência humana, nem órgãos em funcionamento. Como vimos, nada disto se aplica ao anencéfalo, porque o espírito comanda, ainda que precariamente, um organismo vivo.
Carma
Há ainda outros equívocos no raciocínio dos que são favoráveis ao aborto. Alguns ponderam que, tendo a mãe ou o casal nascido numa época em que a ciência já pode detectar prematuramente o problema, eles teriam o direito de evitar esse carma, promovendo o aborto. Aqui, a pergunta é inevitável: desde quando se evita o carma ou o sofrimento, provocando a morte de um ser indefeso?
Jamais o aborto aliviará o carma de alguém, muito pelo contrário, somente o agravará. Só haveria um meio de se adiar esse carma, seria pelo impedimento da concepção, porque, quando a vida se manifesta no zigoto, entra em jogo um Poder Superior, que é responsável por ela, e ao qual devemos obediência e respeito.
O raciocínio, portanto, deve ser outro: diante do feto deficiente, é preciso que os pais pensem no grau de comprometimento que têm para com esta alma doente, e nos esforços que devem empreender para ajudá-la a recuperar-se. Também não há nenhuma razão para se invocar direitos que não existem, como o da mãe, o do pai, o da equipe médica ou o do Estado, de provocar o aborto, porque o anencéfalo constitui-se em um organismo humano vivo. Eliminá-lo, portanto, é crime.
A consciência responde-nos, portanto, que a única atitude compatível com a Lei do Amor é a da misericórdia, a da compaixão, para com o feto anencéfalo.
* Marlene Nobre é presidente das associações médico-espíritas Internacional e do Brasil
FONTE: www.amebrasil.org.br
sábado, 7 de abril de 2012
JUDAS ISCARIOTES: REVOLUCIONÁRIO E OBSIDIADO

No contexto do Novo Testamento, a maioria dos apóstolos refere-se à figura de Judas como um traidor e um dos co-responsáveis pela crucificação de Cristo, mesmo sabendo que a traição fazia parte da missão dele no mundo, tal como profetizara Zacarias, sem se ater que ele também foi vítima de um processo obsessivo.
No entanto, Judas entrou para a história do Cristianismo como o principal traidor e poucos se preocupam em conhecer a possibilidade dele ter sido um espírito revolucionário que desejava libertar o seu povo do poderio romano pela força da espada.
No livro "Crônicas de além túmulo" escrito pelo espírito Humberto de Campos, psicografado por Chico Xavier, o próprio Judas teria confirmado sua tendência às rebeliões como arma capaz de triunfar sobre a imposição romana, no seguinte relato:
"(...) eu era um dos apaixonados pelas ideias socialistas do Mestre...planejei então uma revolta surda...O Mestre passaria a um plano secundário e eu arranjaria colaboradores para umaobra vasta e enérgica...Não julguei que as coisas atingissem um fim tão lamentável." (p.41-42)
Embora Judas tenha sido um revolucionário que queria justiça para o seu povo, suas ações também foram influenciadas por um processo obsessivo porque ele próprio parece ter negligenciado do orai e vigiai (Mt 26:41) e por não compreender os ensinamentos de Cristo pautados na tolerância , na humildade e no amor incondicional à humanidade.
João foi o único dos apóstolos a enfatizar várias vezes que Judas estava sendo influenciado por um espírito obsessor, a ponto de torná-lo inquieto e influenciá-lo a tomar decisões comprometedoras em relação a Cristo. Isso pode ser constatado nas seguintes narrativas:
"E um de vós é um diabo. E isso dizia ele de Judas Iscariotes...porque este o havia de entregar..."(Jo 6:70-71)
"E acabada a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes...que o traísse..."
(Jo 13:2)
"E após o bocado, entrou nele Satanás. Disse, pois, Jesus: o que fazes, faze-o depressa...E tendo Judas tomado o bocado, saiu logo." (Jo 13:27,30)
Conforme podemos verificar, Judas foi vítima de um processo obsessivo caracterizado por uma subjugação moral em que o subjugado, segundo Kardec no Livro dos Médiuns:"(...) é solicitado a tomar decisões, frequentemente, absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, crê sensatas: é uma espécie de fascinação" (p.242)
No caso de Judas, especificamente, poderíamos conjeturar que a obsessão talvez não estivesse presente no desencadeamento histórico e natural da traição, mesmo Jesus sabendo que seria traído, porque assim estava escrito para que se cumprisse as Escrituras (Jr 26:14).
Isso significa dizer que se Judas não tivesse sido obsidiado, talvez os desdobramentos de sua existência teriam sido outros, a ponto de evitar, por exemplo, o próprio suicídio e suas consequências desastrosas para o espírito, mas não o destino da traição. Ou seja, a subjugação moral a que ele fora submetido talvez não fizesse parte da originalidade da traição, mas uma consequência oportunista dos desatinos a que todos nós estamos confinados quando nos deixamos levar pela invigilância e corrosão do caráter na inquietação pela posse do ouro
(Mt 10:9).
Seja como for, o fato é que Judas foi um revolucionário e um obsidiado que não acreditava muito nas verdades divinas de Cristo (Jo 6:64) e queria que a libertação de seu povo fosse pela revolta da espada, hábito comum entre romanos que dominavam aquela região, e que Emmanuel descreveu detalhadamente em uma de suas obras. ("Há dois mil anos")
Alguns detalhes muitas vezes passam despercebidos na leitura evangélica, mas Judas pareceter sido o último dos apóstolos escolhidos (Mt 10:4), o que nos leva a considerar que ele teve tempo suficiente para ouvir sobre a grandiosidade e a superioridade moral de Cristo e certificar que Ele poderia ser o lider da libertação de seu povo, como é demosntrado tambem num belo filme produzido em 2004: "Judas e Jesus: a história da traição" (disponível em DVD).
Se Judas fez o que fez, não nos compete julgá-lo ou absolvê-lo das próprias decisões tomadas naquela época em que a ignorância e a incompreensão eram uma das características mais acentuadas de seu povo, que resolvia as coisas na base do olho por olho e dente por dente. Nesse sentido, se Judas errou aos olhos do mundo, menos aos olhos do Cristo, não cabe a nós contribuirmos para que sua condenação se naturalize na cultura cristã, mas inseri-lo como mais um homem, dentre muitos que fizeram parte da história do cristianismo.
O caso de Judas nos leva, ainda, a algumas reflexões:
* Será que o homem contemporâneo se transformou espiritualmente desde aquela época?
* Será que já superamos a intolerância e a impaciência em nosso caráter?
* Será que ainda não trazemos em nossa memória espiritual o desejo de resolver as coisas na base do olho por olho?
* Será que já estamos prontos para perdoar nossos irmão setenta vezes sete?
* Será que somos capazes de amar uns aos outros como Cristo nos amou?
* Será que não somos também um pouco Judas ao nos vendermos pela fascinação por bens materiais e desejo de status?
* Será que estamos prontos para abandonarmos nossas vaidades e reconciliarmos com os nossos adversários?
Seja o que for, aprendamos com Judas a não trairmos a nós mesmos em momentos de aflição; tenhamos confiança em Jesus que é o Caminho a Verdade e a Vida; aprendamos a dominar nossos pensamentos para que não sejamos vítimas gratuitas da obsessão; e aprendamos a orar por aqueles que nos perseguem e caluniam.
Saibamos ainda que a vida que nós temos é necessária para a nossa própria correção. Por isso, não turbemos os nossos corações e confiemos em Deus sempre!
Fonte: Revista Internacional de Espiritismo - Abril/2010
sábado, 24 de março de 2012
EXAMINEMOS A NÓS MESMOS
Livro dos espíritos - Questão 919
O dever do espírita-cristão é tornar-se progressivamente melhor.
Útil, assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa
verdadeira situação íntima.
Espírita que não progride durante três anos sucessivos permanece estacionário.
Testa a paciência própria: - Estás mais calmo, afável e compreensivo?
Inquire as tuas relações na experiência doméstica:
- Conquistaste mais alto clima de paz dentro de casa?
Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário: - Colaboras com mais
euforia na seara do Senhor?
Observa-te nas manifestações perante os amigos: - Trazes o Evangelho mais vivo nas
atitudes?
Reflete em tua capacidade de sacrifício: - Notas em ti mesmo mais ampla disposição de
servir voluntariamente?
Pesquisa o próprio desapego: - Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de
posses terrestres?
Usas mais intensamente os pronomes "nos", "nosso" e "nossa" e menos os
determinativos "eu", "meu" e "minha"?
Teus instantes de tristeza ou de cólera surda, às vezes tão conhecidos somente por ti,
estão presentemente mais raros?
Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma?
Dissipaste antigos desafetos e aversões?
Superastes os lapsos crônicos de desatenção e negligência?
Estudas mais profundamente a Doutrina que professas?
Entendes melhor a função da dor?
Ainda cultivas alguma discreta desavença?
Auxilias aos necessitados com mais abnegação?
Tens orado realmente?
Teus ideias evoluíram?
Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança?
Tens o verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras?
Evangelho é alegria no coração: - Estás, de fato, mais alegre e feliz intimamente, nestes
três últimos anos?
Tudo caminha! Tudo evolui! Confiramos o nosso rendimento individual com o Cristo!
Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que te não vejas na
obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor.
Não te iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo
rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida.
Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos
ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária.
Faze isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de
reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado
de cá, muita vez, já será mais difícil...
EMMANUEL/ANDRÉ LUIZ
Opinião espírita/ Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
OBSESSÕES CARNAVALESCAS
“Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu” – Caetano Veloso
- Atrás do trio elétrico também vai quem já “morreu” -
Ao contrário do que reza o frevo de Caetano Veloso, não são somente os “vivos” que formam a multidão de foliões que se aglomera nas ruas das grandes cidades brasileiras ou de outras plagas onde se comemore o Carnaval.
O Espiritismo nos esclarece que estamos o tempo todo em companhia de uma inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontremos. Essa massa de espíritos cresce sobremaneira nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval.
Nessas ocasiões, como grande parte das pessoas se dá aos exageros de toda sorte, as influências nefastas se intensificam e muitos dos encarnados se deixam dominar por espíritos maléficos, ocasionando os tristes casos de violência criminosa, como os homicídios e suicídios, além dos desvarios sexuais que levam à paternidade e maternidade irresponsáveis. Se antes de compor sua famosa canção o filho de Dona Canô tivesse conhecido o livro “Nas Fronteiras da Loucura”, ditado ao médium Divaldo Pereira Franco pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, talvez fizesse uma letra diferente e, sensível como o poeta que é, cuidaria de exortar os foliões “pipoca” e aqueles que engrossam os blocos a cada ano contra os excessos de toda ordem. Mas como o tempo é o senhor de todo entendimento, hoje Caetano é um dos muitos artistas que pregam a paz no Carnaval, denunciando, do alto do trio elétrico, as manifestações de violência que consegue flagrar na multidão.
No livro citado, Manoel Philomeno, que quando encarnado desempenhou atividades médicas e espiritistas em Salvador, relata episódios protagonizados pelo venerando Espírito Bezerra de Menezes, na condução de equipes socorristas junto a encarnados em desequilíbrios.
Philomeno registra, dentre outros pontos de relevante interesse, o encontro com um certo sambista desencarnado, o qual não é difícil identificar como Noel Rosa, o poeta do bairro boêmio de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, muito a propósito, integrava uma dessas equipes socorristas encarregadas de prestar atendimento espiritual durante os dias de Carnaval.
Interessado em colher informações para a aprendizagem própria (e nossa também!), Philomeno inquiriu Noel sobre como este conciliava sua anterior condição de “sambista vinculado às ações do Carnaval com a atual, longe do bulício festivo, em trabalhos de socorro ao próximo”. Com tranqüilidade, o autor de “Camisa listrada” respondeu que em suas canções traduzia as dores e aspirações do povo, relatando os dramas, angústias e tragédias amorosas do submundo carioca, mas compreendeu seu fracasso ao desencarnar, despertando “sob maior soma de amarguras, com fortes vinculações aos ambientes sórdidos, pelos quais transitara em largas aflições”.
No entanto, a obra musical de Noel Rosa cativara tantos corações que os bons sentimentos despertados nas pessoas atuaram em seu favor no plano espiritual; “Embora eu não fosse um herói, nem mesmo um homem que se desincumbira corretamente do dever, minha memória gerou simpatias e a mensagem das músicas provocou amizades, graças a cujo recurso fui alcançado pela Misericórdia Divina, que me recambiou para outros sítios de tratamento e renovação, onde despertei para realidades novas”.
Como acontece com todo espírito calceta que por fim se rende aos imperativos das sábias leis, Noel conseguiu, pois, descobrir “que é sempre tempo de recomeçar e de agir” e assim ele iniciou a composição de novos sambas, “ao compasso do bem, com as melodias da esperança e os ritmos da paz, numa Vila de amor infinito...”.
Entre os anos 60 e 70, Noel Rosa integrava a plêiade de espíritos que ditaram ao médium, jornalista e escritor espírita Jorge Rizzini a série de composições que resultou em dois discos e apresentações em festivais de músicas mediúnicas em São Paulo.
O entendimento do Poeta da Vila quanto às ebulições momescas, é claro, também mudou: - “O Carnaval para mim, é passado de dor e a caridade hoje, é-me festa de todo dia, qual primavera que surge após inverno demorado, sombrio”.
A carne nada vale: O Carnaval, conforme os conceitos de Bezerra de Menezes, é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento. Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra.
Em seu lugar, então, predominarão a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade. A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, quando a festa se chamava bacanalia; na velha Roma dos césares, fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnalia e nessas ocasiões se imolava uma vítima humana.
Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito que hoje apresenta, o de uma vez por ano é lícito enlouquecer, em homenagem aos falsos deuses do vinho, das orgias, dos desvarios e dos excessos, em suma.
Bezerra cita os estudiosos do comportamento e da psique da atualidade, “sinceramente convencidos da necessidade de descarregarem-se as tensões e recalques nesses dias em que a carne nada vale, cuja primeira sílaba de cada palavra compõe o verbete carnaval”.
Assim, em três ou mais dias de verdadeira loucura, as pessoas desavisadas, se entregam ao descompromisso, exagerando nas atitudes, ao compasso de sons febris e vapores alucinantes. Está no materialismo, que vê o corpo, a matéria, como início e fim em si mesmo, a causa de tal desregramento.
Esse comportamento afeta inclusive aqueles que se dizem religiosos, mas não têm, em verdade, a necessária compreensão da vida espiritual, deixando-se também enlouquecer uma vez por ano.
Processo de loucura e obsessão: As pessoas que se animam para a festa carnavalesca e fazem preparativos organizando fantasias e demais apetrechos para o que consideram um simples e sadio aproveitamento das alegrias e dos prazeres da vida, não imaginam que, muitas vezes, estão sendo inspiradas por entidades vinculadas às sombras. Tais espíritos, como informa Manoel Philomeno, buscam vitimas em potencial “para alijá-las do equilíbrio, dando inicio a processos nefandos de obsessões demoradas”.
Isso acontece tanto com aqueles que se afinizam com os seres perturbadores, adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano.
Esse processo sutil de aliciamento, esclarece o autor espiritual, dá-se durante o sono, quando os encarnados, desprendidos parcialmente do corpo físico, fazem incursões às regiões de baixo teor vibratório, próprias das entidades vinculadas às tramas de desespero e loucura. Os homens que assim procedem não o fazem simplesmente atendendo aos apelos magnéticos que atrai os espíritos desequilibrados e desses seres, mas porque a eles se ligam pelo pensamento, “em razão das preferências que acolhem e dos prazeres que se facultam no mundo íntimo”. Ou seja, as tendências de cada um, e a correspondente impotência ou apatia em vencê-las, são o imã que atrai os espíritos desequilibrados e fomentadores do desequilíbrio, o qual, em suma, não existiria se os homens se mantivessem no firme propósito de educar as paixões instintivas que os animalizam.
Há dois mil anos. Tal situação não difere muito dos episódios de possessão demoníaca aos quais o Mestre Jesus era chamado a atender, promovendo as curas “milagrosas” de que se ocupam os evangelhos. Atualmente, temos, graças ao Espiritismo, a explicação das causas e conseqüências desses fatos, desde que Allan Kardec fora convocado à tarefa de codificar a Doutrina dos Espíritos. Conforme configurado na primeira obra da Codificação – O Livro dos Espíritos -, estamos, na Terra, quase que sob a direção das entidades invisíveis: “Os espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações?”, pergunta o Codificador, para ser informado de que “a esse respeito sua (dos espíritos) influência é maior do que credes porque, freqüentemente, são eles que vos dirigem”. Pode parecer assustador, ainda mais que se se tem os espíritos ainda inferiorizados à conta de demônios.
Mas, do mesmo modo como somos facilmente dominados pelos maus espíritos, quando, como já dito, sintonizamos na mesma freqüência de pensamento, também obtemos, pelo mesmo processo, o concurso dos bons, aqueles que agem a nosso favor em nome de Jesus. Basta, para tanto, estarmos predispostos a suas orientações, atentos ao aviso de “orar e vigiar” que o Cristo nos deu há dois mil anos, através do cultivo de atitudes salutares, como a prece e a praticada caridade desinteressada. Esta última é a característica de espíritos como Bezerra de Menezes, que em sua última encarnação fora alcunhado de “o médico dos pobres” e hoje é reverenciado no meio espírita como “o apóstolo da caridade no Brasil”.
Fonte: Revista Visão Espírita
O QUE O ESPIRITISMO DIZ SOBRE O CARNAVAL

Nessa época do ano é muito freqüente a pergunta: “o que o Espiritismo acha desta festa popular?” Na verdade o Espiritismo significa o estudo do Espírito e por conseqüência a sua relação com o meio, inúmeros temas do nosso cotidiano não foram abordados diretamente por Kardec, até mesmo pela inexistência dos mesmos na época da codificação, no entanto, sabendo que o conhecimento e os costumes não param o próprio Kardec anteviu que outros conceitos se formariam. Estes conceitos podem ser chamados de espíritas quando vão de encontro às bases da codificação.
Em relação aos temas polêmicos haverá sempre o não entendimento da essência espírita e por isso haverá opiniões divergentes. Vamos colocar alguns pontos para que se possa refletir sobre o período que passou.
Em relação aos temas polêmicos haverá sempre o não entendimento da essência espírita e por isso haverá opiniões divergentes. Vamos colocar alguns pontos para que se possa refletir sobre o período que passou.
O Carnaval tem sua origem nas festas do antigo Egito em devoção ao deus Osíris. Festas periódicas que também ocorriam na Grécia e Roma. Na versão mais moderna o Carnaval se consolidou com a festa que antecedia 40 dias da quaresma - um período em que era comum o jejum e adoração aos deuses. Carnaval significa: “carne pode” se estendesse para gula pode, música pode, sexo pode, dança pode, enfim aos prazeres da “carne”, entendido por Kardec como os prazeres do Espírito numa condição inferior.
Cada nação tinha a característica mais marcante. No Brasil o Carnaval chegou em 1641 - foi uma semana de comemoração a D. João VI e pouco a pouco a comemoração anual foi se consolidando no calendário. Muitos anos se passaram os conceitos religiosos mudaram, a civilização é dominante, as regras sociais avançaram, mas a expressão “tudo pode” ainda se adequa perfeitamente a esta festa no nosso país.
Assim como antes, o Carnaval ganha características regionais, ritmos variados, expressões distintas, no entanto os ingredientes que compõem esta época, dita tão alegre, são os mesmos: exibição de corpos que impressionam fortemente os impulsos humanos, porque não dizer impulsos animais, a sedução é temática constante, a exposição do magnífico corpo humano a situações extremas de resistência, a ilusão da riqueza, do poder e do luxo. O alcoolismo, o tabagismo, as drogas ilícitas completam o tempero - parece que todos podem se entregar aos prazeres freados pela sociedade durante os outros 360 dias do ano. Ainda há aqueles que adiam ou esquecem seus problemas, afinal é Carnaval - o comércio para, a indústria para, a escola para, até alguns Centros Espíritas param, para que os foliões satisfaçam a sede do prazer.
O Espiritismo esclarece que o pensamento altera o meio, atrai pensamentos semelhantes. Por que o Espiritismo será a base da mudança no planeta? - porque promoverá uma silenciosa revolução na humanidade - a revolução do amor - despertará os valores morais estimulando, levando pessoas a pensarem com otimismo, com tolerância, com amor e assim mudaremos a atmosfera, ela ficará suave como é a nossa constituição íntima. Agora podemos imaginar como fica esta atmosfera quando milhões e milhões de pessoas estão sintonizadas na sedução, sexo desvairado, e todos outros fatores que relatamos.
A televisão se rende e leva as festas carnavalescas como ponto alto em sua programação influenciando, ainda mais, as mentes invigilantes. Até as campanhas bem intencionadas contribuem para esta realidade - os adolescentes e todos escutam que no Carnaval todos devem usar camisinha - mostre que você cresceu - qual a mensagem que fica retida na frágil imaginação? no Carnaval está liberado? A tônica faz que muitos sintonizem nas vibrações grosseiras oferecendo campo para a aproximação e ligação com Espíritos sedutores e mal intencionados. Como esquecer de uma das lições da coleção André Luiz, em que o autor descreve a migração de falange de Espíritos trevosos, mais parecendo sombras se aproximarem das cidades brasileiras em um carnaval? Como diz André Luiz o ar fica irrespirável.
Dadas estas considerações o que podemos concluir é o que o Espiritismo acha do Carnaval? Não acha nada - esclarece quais são as conseqüências dos atos, deixando para nós escolhermos os caminhos.
Cada nação tinha a característica mais marcante. No Brasil o Carnaval chegou em 1641 - foi uma semana de comemoração a D. João VI e pouco a pouco a comemoração anual foi se consolidando no calendário. Muitos anos se passaram os conceitos religiosos mudaram, a civilização é dominante, as regras sociais avançaram, mas a expressão “tudo pode” ainda se adequa perfeitamente a esta festa no nosso país.
Assim como antes, o Carnaval ganha características regionais, ritmos variados, expressões distintas, no entanto os ingredientes que compõem esta época, dita tão alegre, são os mesmos: exibição de corpos que impressionam fortemente os impulsos humanos, porque não dizer impulsos animais, a sedução é temática constante, a exposição do magnífico corpo humano a situações extremas de resistência, a ilusão da riqueza, do poder e do luxo. O alcoolismo, o tabagismo, as drogas ilícitas completam o tempero - parece que todos podem se entregar aos prazeres freados pela sociedade durante os outros 360 dias do ano. Ainda há aqueles que adiam ou esquecem seus problemas, afinal é Carnaval - o comércio para, a indústria para, a escola para, até alguns Centros Espíritas param, para que os foliões satisfaçam a sede do prazer.
O Espiritismo esclarece que o pensamento altera o meio, atrai pensamentos semelhantes. Por que o Espiritismo será a base da mudança no planeta? - porque promoverá uma silenciosa revolução na humanidade - a revolução do amor - despertará os valores morais estimulando, levando pessoas a pensarem com otimismo, com tolerância, com amor e assim mudaremos a atmosfera, ela ficará suave como é a nossa constituição íntima. Agora podemos imaginar como fica esta atmosfera quando milhões e milhões de pessoas estão sintonizadas na sedução, sexo desvairado, e todos outros fatores que relatamos.
A televisão se rende e leva as festas carnavalescas como ponto alto em sua programação influenciando, ainda mais, as mentes invigilantes. Até as campanhas bem intencionadas contribuem para esta realidade - os adolescentes e todos escutam que no Carnaval todos devem usar camisinha - mostre que você cresceu - qual a mensagem que fica retida na frágil imaginação? no Carnaval está liberado? A tônica faz que muitos sintonizem nas vibrações grosseiras oferecendo campo para a aproximação e ligação com Espíritos sedutores e mal intencionados. Como esquecer de uma das lições da coleção André Luiz, em que o autor descreve a migração de falange de Espíritos trevosos, mais parecendo sombras se aproximarem das cidades brasileiras em um carnaval? Como diz André Luiz o ar fica irrespirável.
Dadas estas considerações o que podemos concluir é o que o Espiritismo acha do Carnaval? Não acha nada - esclarece quais são as conseqüências dos atos, deixando para nós escolhermos os caminhos.
Alguém convida para um baile. Pode ser perguntado - o que vou encontrar num baile, como estará o ambiente? E para sentirmos o que isto pode significar vamos trazer para impressões visuais e comparar. Se alguém diz tem uma árvore muito boa em um bairro tal. O fruto dela é delicioso. Sabendo que neste bairro há criminosos, que há grupos de drogados, há prostituição você iria para esse bairro mesmo se sua intenção era só pegar a fruta? Se arriscaria para pegar algo tão inofensivo? Pois bem, nos bailes de Carnaval não há como não ter a presença de Espíritos encarnados e desencarnados com mentes muito poluídas, transformando um ambiente asfixiante para aquele que já passou a sentir o ar do equilíbrio. Há alguns que dizem: participei das festas para dar meu testemunho, numa técnica muito comum, a da justificativa para os atos. Testemunho para que? Para quem está alcoolizado, para os interessados no sexo irresponsável, para os que querem e são autorizados a satisfazer suas paixões mais intrínsecas? Ao se sentir atraído por uma festa assim cabe um momento para pensar: quais são as verdadeiras intenções? O que se está buscando na realidade?
É claro que há o outro lado também. Há uma lição belíssima no “Evangelho Segundo o Espiritismo” chamada o homem no mundo, do autor autonomeado “um Espírito protetor”, nos lembra que fomos chamados a entrar em contato com Espíritos de natureza diferentes, que o enclausuramento não é medida de evolução.
É claro que há o outro lado também. Há uma lição belíssima no “Evangelho Segundo o Espiritismo” chamada o homem no mundo, do autor autonomeado “um Espírito protetor”, nos lembra que fomos chamados a entrar em contato com Espíritos de natureza diferentes, que o enclausuramento não é medida de evolução.
Haverá situações em que festas, badalações estarão presentes e a negação constante impedirá o convívio com aqueles que se relacionam. Há festa de carnaval menos agressivas, e sempre valerá a análise da situação.
Recordemos o último parágrafo: é importante não ferir qualquer pessoa, incluindo constrangimento. Outro ponto para refletir é: o que elegemos os fatores que caracterizam a felicidade, O que eu preciso fazer para ser feliz. Quanto mais grosseiros são estes fatores maior o trabalho no caminho da conquista interior. Para concluir lembramos como o planeta já está em processo de mudança, há muitas pessoas que aproveitam este feriado para promover encontros como a CONRESPI. Estes encontros e os trabalhos nos Centros oferecem material humano necessários para as atividades dos Espíritos Superiores numa época tão atribulada.
PEDRO HERBERT C. ONOFRE , de Ribeirão Preto, SP
PEDRO HERBERT C. ONOFRE , de Ribeirão Preto, SP
EMMANUEL FALA SOBRE O CARNAVAL
Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.
É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida,se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com o título de civilização.
Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual,a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.
Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.
Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.
Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.
Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam:
* Os leprosos,
* Os cegos,
* As crianças abandonadas,
* As mães aflitas e sofredoras.
Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem?
Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.
É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria moral.
- Emmanuel -
[Chico Xavier em Julho de 1939]
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
GRUPO DE ESTUDO “PRINCIPIANTE ESPÍRITA”
CONVITE
CONVIDAMOS A TODOS PARA INGRESSAREM AO NOVO GRUPO DE ESTUDO “PRINCIPIANTE ESPÍRITA” DO C. E. LAR DA CARIDADE.
GRUPO DE ESTUDO “PRINCIPIANTE ESPÍRITA”
INÍCIO: 03 DE MARÇO (SÁBADO)
HORÁRIO: 17h50min ÀS 19h10min
DURAÇÃO DO CURSO: 5 MESES( ENCONTROS AOS SÁBADOS)
VAGAS LIMITADAS: 20 PESSOAS
OBS: ESTE GRUPO DE ESTUDO CONSTITUI REQUESITO PARA ENTRADA NO ESDE-ESTUDO SISTEMATIZADO DA DOUTRINA ESPÍRITA NO CELC.
Informações: Jesus Alencar
Aldenora Alencar
Duanne Holanda
domingo, 22 de janeiro de 2012
TV CEI E TV MUNDO MAIOR JUNTAS
Desde o dia 7 de novembro de 2011, a TVCEI e a TV Mundo Maior iniciaram uma importante parceria que irá beneficiar a divulgação espírita através da televisão.
Esta união de experiências irá trazer para os telespectadores uma TV Espírita muito mais forte, consolidada e com uma programação ainda melhor, além de ampliar a área de cobertura, através do satélite C2 e diversas operadoras de TV a cabo.
A programação será intercalada em três horas para cada emissora.
Dados para assistir com antena parabólica:
- Satélite StarOne C2 (Banda C digital)
Parâmetros para sintonizar a Rede Mundo Maior:
- SATÉLITE: STAR ONE C2
- Posição Orbital: 70º W
- Polarização: Horizontal
- Frequência: 3964
- Symbol Rate (SR): 1875 Msb/s – F.E.C: Automático ou 3/4
- Pid de Vídeo: 4194 - PCR: 4194
- Pid de Áudio: 4195
Você que possui o kit de recepção da TVCEI poderá manter o mesmo receptor, bastando trocar a antena para outra compatível com banda C digital. Em breve o sinal do Estrela do Sul será desativado.
Em São Luís (MA) a TVCEI está disponível nos pacotes da TVN (TV a Cabo).
DESENCARNA A PALESTRANTE ANITA GONÇALVES
Recebemos a triste notícia do desencarne da nossa irmã Anita Gonçalves.
Não dispomos de muitas informações. O que sabemos é que ela se encontrava internada na UTI já alguns dias e faleceu nesta madrugada.
Para quem não a conheceu, Dra. Anita era médica neurologista e sabia muito bem aproveitar seus conhecimentos na área médica para enriquecer as suas palestras espíritas, as quais proferiu durante vários anos, em Centros Espíritas da capital e do interior. Em Barras, foi também vice-presidente do Centro Espírita Nosso Lar.
FONTE: 180graus-Espírita / Raul Ventura
RECOMECEMOS
Não conserves lembranças amargas.
Viste o sonho desfeito.
Escutaste a resposta de fel.
Suportaste a deserção dos que mais amas.
Fracassaste no empreendimento.
Colheste abandono.
Padeceste desilusão.
Entretanto, recomeçar é benção na Lei de Deus...
A possibilidade da espiga ressurge na sementeira.
A água, feita vapor, regressa da nuvem para a riqueza da fonte.
Torna o calor da primavera, na primavera seguinte.
Inflama-se o horizonte, cada manhã, com o fulgor do Sol, reformando o valor do dia.
Janeiro a Janeiro, renova-se o ano, oferecendo novo ciclo ao trabalho.
É como se tudo estivesse a dizer : "Se quiseres, podes recomeçar ".
Disse, porém , o Divino Amigo que ninguém aproveita remendo novo em pano velho.
Desse modo, desfaze-te do imprestável.
Desvencilha-te do inútil.
Esquece os enganos que te assaltaram.
Deita fora as aflições inúteis.
Viste o sonho desfeito.
Escutaste a resposta de fel.
Suportaste a deserção dos que mais amas.
Fracassaste no empreendimento.
Colheste abandono.
Padeceste desilusão.
Entretanto, recomeçar é benção na Lei de Deus...
A possibilidade da espiga ressurge na sementeira.
A água, feita vapor, regressa da nuvem para a riqueza da fonte.
Torna o calor da primavera, na primavera seguinte.
Inflama-se o horizonte, cada manhã, com o fulgor do Sol, reformando o valor do dia.
Janeiro a Janeiro, renova-se o ano, oferecendo novo ciclo ao trabalho.
É como se tudo estivesse a dizer : "Se quiseres, podes recomeçar ".
Disse, porém , o Divino Amigo que ninguém aproveita remendo novo em pano velho.
Desse modo, desfaze-te do imprestável.
Desvencilha-te do inútil.
Esquece os enganos que te assaltaram.
Deita fora as aflições inúteis.
Recomecemos, pois, qualquer esforço com firmeza, lembrando-nos , todavia, de que tudo volta, menos a oportunidade esquecida, que será sempre uma perda real...
Emmanuel
Lembremos que "Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho." - Jesus (Mateus, 9 : 16.)
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
1ª PALESTRA DE 2012
INFORMAMOS O INÍCIO DE NOSSAS ATIVIDADES NORMAIS E CONVIDAMOS TODOS PARA PARTICIPAREM DA 1ª PALESTRA DE 2012.
“Ide e pregai. Convosco estão os Espíritos elevados. Certamente
falareis a criaturas que não quererão escutar a voz de Deus, porque essa
voz as exorta incessantemente à abnegação. Pregareis o desinteresse
aos avaros, a abstinência aos dissolutos, a mansidão aos tiranos
domésticos, como aos déspotas! Palavras perdidas, eu o sei, mas não
importa. Faz-se mister regueis com os vossos suores o terreno onde
tendes que semear, porqüanto ele não frutificará e não produzirá senão
sob os reiterados golpes da enxada e da charrua evangélicas. Ide e
pregai!”
“O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO” — Capítulo 20º — Item 4.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
NOTA DE PESAR
É com imenso pesar que o CENTRO ESPÍRITALAR DA CARIDADE comunica o desencarne, na manhã de hoje(15/12), da nossa irmã Eliana Omena, esposa do nosso vice-presidente Marcelo Omena. Informamos que o velório será na Funerária São Francisco, localizada na Av. Miguel Rosa.
Que a Paz do mestre Jesus abençoe a família!
terça-feira, 29 de novembro de 2011
A FÉ
Ao longo de nossa vida passamos por provações que nos fazem refletir qual o sentido de nossas vidas.
Essas provações muitas vezes nos parecem (e muitas vezes são) maiores do que nós mesmos e por incrivel que pareça com fé conseguimos dar a volta por cima e dar continuidade.
O que nos leva a essa superação é a nossa ligação com Deus e o nosso reconhecimento de sua magnitude, pelo menos comigo é assim.
Deus esta o tempo todo em minha vida e tenho com ele uma relação impar de amizade, carinho e afeto. Essa relação me poupa muitas preocupações que vejo em amigos que teimam em se relacionar com Deus de forma diferente.
E Deus a todo momento espera que você se entregue a ele, mas tem que ser uma entrega verdadeira e absoluta, como Jesus mesmo disse: "ou é frio ou é quente o morno eu vomito" (Apocalipse 3:15)
Outro ponto é como encaramos os acontecimento da vida.
Muitas vezes desejamos algo que não é pra nós naquele momento e talvez nunca deva ser.
Porém teimamos em querer que seja de nossa forma e não da forma de Deus. Ao meu ver é MUITO mais fácil e coerente entregar TODAS as coisas de minha vida na mão de Deus pois somente assim terei a certeza de que sempre estou no caminho correto e no tempo certo.
E você como anda a sua relação com Deus ?
Entregue-se a ele e permita que todas as coisas se tornem boas !!
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Pensamento do Dia
Tudo passa... Todas as coisas na Terra passam. Os dias de dificuldade passarão... Passarão, também, os dias de amargura e solidão. As dores e as lágrimas passarão. As frustrações que nos fazem chorar... Um dia passarão. A saudade do ser querido que está longe, passará. Os dias de tristeza... Dias de felicidade... São lições necessárias que, na Terra, passam, deixando no espírito imortal as experiências acumuladas. Se, hoje, para nós, é um desses dias, repleto de amargura, paremos um instante. Elevemos o pensamento ao Alto e busquemos a voz suave da Mãe amorosa, a nos dizer carinhosamente: 'isto também passará' E guardemos a certeza pelas próprias dificuldades já superadas que não há mal que dure para sempre, semelhante a enorme embarcação que, às vezes, parece que vai soçobrar diante das turbulências de gigantescas ondas. Mas isso também passará porque Jesus está no leme dessa Nau e segue com o olhar sereno de quem guarda a certeza de que a agitação faz parte do roteiro evolutivo da Humanidade e que um dia também passará. Ele sabe que a Terra chegará a porto seguro porque essa é a sua destinação. Assim, façamos a nossa parte o melhor que pudermos, sem esmorecimento e confiemos em Deus, aproveitando cada segundo, cada minuto que, por certo, também passará. Tudo passa... exceto Deus. Deus é o suficiente!
Chico Xavier
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Frases de Chico Xavier
Deus Passei tanto tempo te procurando.
Não sabia onde estavas, olhava para o infinito, não te via.
E, pensava comigo mesmo, será que tu existe?
Não me contentava na busca e prosseguia.
Tentara te encontrar nas religiões e nos templos.
Tu também não estavas.
Te busquei através dos sarcedotes e pastores, também não encontrei.
Senti-me só, vazio, desesperado descri.
E na descrença te ofendi. E na ofensa tropecei.
E na queda senti-me fraco. Fraco procurei socorro.
No socorro encontrei amigos. Nos amigos encontrei carinho.
No carinho eu vi nascer o amor. Com amor eu vi um mundo novo.
E no mundo mundo novo resolvi viver. O que recebi resolvi doar.
Doando alguma coisa muito recebi. E em recebendo senti-me feliz.
E ao ser feliz encontrei a paz.
E tendo paz foi que enxerguei. Que dentro de mim é que tu estavas.
E sem procurar-te foi que encontrei.Chico Xavier
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
COMO VAI A SUA VIDA?
Como vai a sua vida?
Como vão seus sentimentos?
Como Deus pode ajudar você?
Como Cristo em sua vida,
Estara participando?
Como estás?
Será que podes responder?
Será que podes responder?
Deus nos fez para sermos plenos
De amor e de alegria
Deu-nos salvação
Em Cristo e poder
Por favor, não acredite
Que você tem que ser triste
Deus pergunta: como vai você?
terça-feira, 25 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
ANIVERSÁRIO DO C. E. LAR DE JESUS
O Centro Espírita Lar de Jesus promove entre os dias 18 e 22 de outubro, a II Jornada da Família, com o tema central “A Família do Novo Milênio”, evento que comemora os 23 anos de trabalho da instituição.
PARTICIPEM!!!
A programação contará com palestras diárias na sede do Lar de Jesus e será encerrada no dia 22, com uma palestra de Rossandro Klinjey (PB) no auditório da Federação Espírita Piauiense.
C. E. Lar de Jesus
Rua Eustáquio Portela, 1500 – São Cristóvão
Rua Eustáquio Portela, 1500 – São Cristóvão
Federação Espírita Piauiense
Rua Olavo Bilac, 1494 - Centro
Rua Olavo Bilac, 1494 - Centro
CURSO DE ATENDIMENTO FRATERNO NO C. E. A CAMINHO DA LUZ
- CURSO DE ATENDIMENTO FRATERNO -
EXPOSITOR: Evany Gomes de Oliveira
DIA: 02 de Novembro
HORÁRIO: 08:00hs às 12:00hs
LOCAL: CENTRO ESPÍRITA A CAMINHO DA LUZ
RUA: LEONEL CAETANO, 750, PRIMAVERA
( Fica entre o Hospital Areolino de Abreu e a Praça do Marquês)
INFORMAÇÕES: (86) 9998-5879 / 8825-7350
PARTICIPEM!!!
CARIDADE
Cada um deve cuidar de si, e deixar que os demais cuidem de suas vidas
Irritar-se com os erros do próximo é envenenar-se.
Os caminhos, já estão bem difíceis para que carreguemos pesos desnecessários.
Discussões acerca de política, e da vida alheia devem ser evitadas.
É falta de caridade comentar erros alheios.
É falta de equilíbrio exasperar-se com o que faz o nosso vizinho.
O companheiro que erra é digno de compaixão.
Estenda a mão, e não condene.
Caminhemos todos juntos, nos ajudando mutuamente.
Que Jesus esteja com todos.
De um espírito amigo a todos da Fraternidade Francisco de Assis
[Mensagem psicografada pelo Grupo de Estudos de Psicografia da Fraternidade Francisco de Assis]
domingo, 9 de outubro de 2011
O FILME DOS ESPÍRITOS - ESTREOU - IMPERDÍVEL!!!
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Sala 05
Drama
Inadequado para Menores de 12 anos
Nacional
14:40 - 16:50 19:00 - 21:10 h.
Duração: 1:41h - 101min
Estreia Nacional
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